Futebol.
Nenhum outro esporte no planeta atrai tanto a atenção do ser humano. E, a cada ano, mais se investe para que esse alcance vá além das fronteiras.
Deixando o apelo comercial de lado, fico me perguntando o que leva multidões à beira da loucura, se vinculando a um ou outro time, com ou sem tradições centenárias. É difícil explicar, de tão subjetivo. O certo é que todos sabemos que esse esporte tem o poder de nos desvincular das dificuldades e dos problemas, em determinados momentos. Acredito que essa tenha sido a motivação de Geraldo Décourt, em 1930, quando inventou o futebol de botão. Tentar trazer para dentro de casa a magia do futebol, permitindo que adentremos um mundo imaginário, onde somos cartolas, técnicos, juízes, empresários e, é claro, jogadores.
Pratico e coleciono futebol de botão desde 1979, quando ganhei de presente de natal, no amigo oculto do jardim de infância, meus 2 primeiros times. Eram 2 times Gulliver (Atlético e Cruzeiro - como não poderia deixar de ser, aqui em Minas), que os meus 7 anos de idade naturalmente impediram de chegarem completamente intactos aos dias de hoje. Apesar disso, alguns desses jogadores ainda encontram-se em plena atividade, como verdadeiros heróis da resistência.
O futebol de botão fez parte da minha infância como nenhum outro brinquedo. Eu me lembro muito bem das partidas que jogava na pedra mármore retangular da mesa de centro da sala, de forma despretensiosa e inocente, e do quanto eu ficava feliz quando meu pai sentava no chão para jogar comigo. Me lembro de ficar muito feliz, também, quando fui com ele ao centro de BH, nas Lojas Americanas, comprar em Estrelão. Acho que era o Natal de 1980. Esse eu conservei e tenho até hoje. Com milhares de partidas disputadas, hoje é palco só de exibições e amistosos, para relembrar os bons tempos. Em 1986, aproveitando o clima da Copa do México e com impressionantes 10 times na coleção, me aventurei a fazer um campeonato nacional, jogando sozinho, com regras e registros. A ideia deu tão certo, que comprei mais 2 times com a minha mesada e, em 1987, foi disputada a 2ª edição do brasileirão, novamente com 10 times, sendo que os 2 novos entraram no lugar dos 2 rebaixados de 86. Desde então, já são diversos campeonatos realizados e uma coleção próxima de 650 times.
Naturalmente que, a partir de uma certa idade, a escassez de tempo já não permitia tanta dedicação e algumas lacunas surgiram entre as edições de campeonatos. Até que, neste ano, meu filho de 5 anos me surpreendeu ao deixar o video game de lado e topar brincar de futebol de botão. O interesse dele vem aumentando e, assim, eu encontrei a motivação necessária para retomar, com mais ênfase, esse hobby que me acompanha há mais de 30 anos. Para minha surpresa, vários amigos, da minha geração e até um pouco mais novos, estão gostando da ideia de relembrarem a infância e recomeçando a praticar.
É com esse espírito de viagem no tempo que eu inicio este blog, tentando contar um pouco da história que vale a pena ser contada, para manter vivo esse esporte fantástico, que merece ser cada vez mais difundido.
Um grande abraço!
Nenhum outro esporte no planeta atrai tanto a atenção do ser humano. E, a cada ano, mais se investe para que esse alcance vá além das fronteiras.
Deixando o apelo comercial de lado, fico me perguntando o que leva multidões à beira da loucura, se vinculando a um ou outro time, com ou sem tradições centenárias. É difícil explicar, de tão subjetivo. O certo é que todos sabemos que esse esporte tem o poder de nos desvincular das dificuldades e dos problemas, em determinados momentos. Acredito que essa tenha sido a motivação de Geraldo Décourt, em 1930, quando inventou o futebol de botão. Tentar trazer para dentro de casa a magia do futebol, permitindo que adentremos um mundo imaginário, onde somos cartolas, técnicos, juízes, empresários e, é claro, jogadores.
Pratico e coleciono futebol de botão desde 1979, quando ganhei de presente de natal, no amigo oculto do jardim de infância, meus 2 primeiros times. Eram 2 times Gulliver (Atlético e Cruzeiro - como não poderia deixar de ser, aqui em Minas), que os meus 7 anos de idade naturalmente impediram de chegarem completamente intactos aos dias de hoje. Apesar disso, alguns desses jogadores ainda encontram-se em plena atividade, como verdadeiros heróis da resistência.
O futebol de botão fez parte da minha infância como nenhum outro brinquedo. Eu me lembro muito bem das partidas que jogava na pedra mármore retangular da mesa de centro da sala, de forma despretensiosa e inocente, e do quanto eu ficava feliz quando meu pai sentava no chão para jogar comigo. Me lembro de ficar muito feliz, também, quando fui com ele ao centro de BH, nas Lojas Americanas, comprar em Estrelão. Acho que era o Natal de 1980. Esse eu conservei e tenho até hoje. Com milhares de partidas disputadas, hoje é palco só de exibições e amistosos, para relembrar os bons tempos. Em 1986, aproveitando o clima da Copa do México e com impressionantes 10 times na coleção, me aventurei a fazer um campeonato nacional, jogando sozinho, com regras e registros. A ideia deu tão certo, que comprei mais 2 times com a minha mesada e, em 1987, foi disputada a 2ª edição do brasileirão, novamente com 10 times, sendo que os 2 novos entraram no lugar dos 2 rebaixados de 86. Desde então, já são diversos campeonatos realizados e uma coleção próxima de 650 times.
Naturalmente que, a partir de uma certa idade, a escassez de tempo já não permitia tanta dedicação e algumas lacunas surgiram entre as edições de campeonatos. Até que, neste ano, meu filho de 5 anos me surpreendeu ao deixar o video game de lado e topar brincar de futebol de botão. O interesse dele vem aumentando e, assim, eu encontrei a motivação necessária para retomar, com mais ênfase, esse hobby que me acompanha há mais de 30 anos. Para minha surpresa, vários amigos, da minha geração e até um pouco mais novos, estão gostando da ideia de relembrarem a infância e recomeçando a praticar.
É com esse espírito de viagem no tempo que eu inicio este blog, tentando contar um pouco da história que vale a pena ser contada, para manter vivo esse esporte fantástico, que merece ser cada vez mais difundido.
Um grande abraço!